Archive for julho, 2011

55. Alma Cabocla

Alma Cabocla é o nome deste ensaio sugerido por um grupo de oitenta pessoas que estavam fazendo uma oficina de Literatura e Arte em Parintins no qual eu fui convidado para mostrar o meu trabalho, aqui é só uma parte deste trabalho, que além de foto, tem vídeo, murais e instalações.

Todas as pessoas aqui retratadas eu conheci pessoalmente e algumas eu gravei depoimentos para edição de futuro vídeo. Pretendo terminar este trabalho em três anos ou mais (vai saber???)… o norte é muito bom, as crianças são educadas, o povo é festeiro e hospitaleiro e as caboclas são lindas e eu tenho que dizer.

Me identifico muito com o modo de vida dos ribeirinhos, das comunidades que vivem da pesca, da coleta de alimentos da mata, longe de grandes centros urbanos. Uma vida mais simples mas que não devemos idealizar como sendo um mar de rosas. O caboclo vive longe de escolas, hospitais, e é excluído pelo poder público desde sempre, se bem que a partir do governo Lula muito mudou na região; muitas vezes se depara com injustiças e precisa enfrentar capangas de grileiros; a mafia do trabalho escravo e das madeireiras invadem as terras dos caboclos onde estes acabam procurando emprego; o garimpo e as mineradoras sem responsabilidades sociais sugam as riquezas de nosso País de forma indiscriminada ainda hoje e o caboclo sente na alma e no corpo; muitos políticos e uma parte da Igreja corrupta se perpetuam no poder e mandam e desmandam de forma criminosa, mantendo o caboclo pobre e isolado porque acreditam que assim é melhor, pensamento compartilhado por muitas ONGs e principalmente das potências econômicas cujos interesses não são do interesse do povo mais humilda; e ainda temos a demarcação de terras indígenas, que sem fiscalização e regularização inteligente viram terra de gringos o que muitas vezes prejudica o convívio harmônico entre as populações ribeirinhas e fazem com que os indígenas se tornem da noite para o dia em capitalistas selvagens – e o trocadilho aqui é válido.

O povo caboclo é forte, valente e destemido; hospitaleiro, alegre e compenetrado e batalha muito pela sobrevivência. Geralmente chego nas comunidades mais distantes sozinho, outras vezes acompanho projetos de universidades e instituições que entendo serem idôneas. Muitas destas fotos eu fiz nas comunidades de Juruti Velho no Pará e Parintins no Amazonas acompanhando o Projeto Pé de Pincha (Universidade Federal do Amazonas), que lida junto as comunidades ribeirinhas com a coleta de ovos dos quelônios para repovoação de áreas degradadas. Muitas destas áreas hoje ja foram recuperadas e o esforço agora é permitir que as populações possam comercializar o excedente. Pretendo ajudar com o meu trabalho nesta luta, e o video eu edito até o fim do ano.

Muitos pesquisadores que encontrei – na verdade quase todos – nasceram na região e foram os primeiros de suas famílias a entrar em uma faculdade. Pessoas fantásticas, capacitadas e com uma consciência politica incrível. Batalham não só pela sua ascensão social mas pelo bem comum das comunidades, um verdadeiro trabalho comunitário onde aqueles que puderam estudar sabem que teem muito que aprender com o povo caboclo.

O futuro da região amazônica está nas mãos destas pessoas, só o caboclo tem condições de defender as nossas reservas minerais, naturais e “culturais”, por isso o caboclo tem que ter acesso a estudo, energia, tecnologia, assistência médica e social de qualidade. A Europa sempre quis parte da Amazônia, os EUA também e agora o mundo todo se volta as imensas riquezas da região. Ou o Brasil arma o caboclo com ciência e tecnologia, valorizando a sua cultura e seu conhecimento ou vamos pagar caro no futuro.

Lutar por uma maior integração da região norte com o resto do País é uma das saídas para que – principalmente – a região sul e sudeste não seja manipulada pelas ONGs gringas, uma mídia irresponsável com seus fotógrafos e jornalistas igualmente irresponsáveis, acadêmicos de escritório que nunca viveram na região e políticos de gabinete que nem vivem muito menos convivem com o povo ribeirinho e ainda querem emitir opiniões, na maioria das vezes idealizadas sem respaldo na prática ou convivência diária.

Busco com este trabalho não só ajudar nas lutas sociais, mas tambem resgatar minhas raízes indígenas e negras, a minha vontade incessante de conhecimento do Outro e do Mundo.

Agradeço a todos os retratados que me receberam com muita hospitalidade, com carinho e dignidade e que tanto me ensinaram.

Márcio Ramos

54. 1º Salão Nacional de Arte Fotográfica de São Caetano do Sul

53.

I

52. Murdoch/Israel: Do que ninguém fala

Jornais britânicos que não pertencem a Rupert Murdoch disseminam boatos de que o “magnata das comunicações” talvez seja condenado e preso. Nem americanos nem britânicos sabem sobre quem falam. Não há fonte confiável de informação sobre quem seja Rupert Murdoch.

De fato, a primeira coisa que Murdoch não é – com certeza não é exclusivamente – é “bilionário australiano”. Embora nascido na Austrália, Murdoch é judeu e cidadão israelense. E por que isso seria importante?

Já se começa a dizer que Murdoch controla, há no mínimo 20 anos, todo o sistema político dos EUA e da Grã-Bretanha. Tem poder para eleger e derrubar líderes nacionais, escolher políticas, aprovar leis. De onde vem tanto poder? Sabe-se hoje que vem de espionagem, gravações clandestinas, invasões de telefones e e-mails, suborno de autoridades e muita propaganda. Sim, mas… a serviço de que agenda? Aí está o xis da questão.

É possível que se trate de vender jornais de escândalos e de espionagem a favor de Israel, para empurrar a Grã-Bretanha e os EUA na direção de fazer guerras em nome de interesses de Israel? Há resposta simples.

A motivação básica de Murdoch nem é que ele opere “para Israel”. Murdoch é, provavelmente, o mais influente israelense que há hoje no mundo, muito mais poderoso que Netanyahu. O problema é que Murdoch é homem de convicções que só se podem descrever como “ultranacionalistas” pró-Israel.

Por isso Murdoch é ameaça grave. Os ultranacionalistas são conhecidos por apoiar guerras, planejar ataques terroristas, manipular populações até converter as pessoas a se matarem umas as outras por questões religiosas, por racismo, sempre semeando o medo e o pânico, quando não promovendo a ruína financeira de muitos.

De quem se fala aqui? Os que ainda não tenham sido completamente descerebrados logo perceberão que se fala aqui de Sean Hannity, Bill O’Reilly, Glenn Beck, Rush Limbaugh e do canal Fox News.

Murdoch é dono do canal Fox News e de tantos outros veículos de comunicação que ninguém terá tempo para examinar a lista toda. E só não é dono dos jornais que, até agora, não quis comprar. Fox é uma rede e Murdoch, que é estrangeiro, não poderia ser autorizado a dirigir redes gigantescas de comunicações. Como foi possível?

Reagan “nomeou” Murdoch cidadão norte-americano (em 1985). Em troca, Murdoch prometeu o apoio de Fox News aos Republicanos. A rede Fox diria o que fosse mandada dizer, por falso, idiota ou, como vemos aquele canal fazer já décadas, mesmo que fosse deliberadamente enviesado e manipulatório.

Mas o que Murdoch sempre fez, e fez mesmo, foi usar a Fox como base para viabilizar operações de espiões israelenses. Isso foi feito por duas vias:

1. Israel recebe quantidades astronômicas de tecnologias e segredos militares que podem ser oferecidas a inimigos dos EUA, a preço de ouro. É bom negócio para as empresas “Murdoch”, como agora todos começam a ver.

2. E Murdoch ajudou Israel a ganhar absoluto controle sobre o Congresso dos EUA. Hoje, Israel controla literalmente os EUA. Os instrumentos? Os mesmos que, agora, estão sendo descobertos na Grã-Bretanha: suborno, chantagem (na Polícia, no exército e no Congresso).

Quem se surpreende?

Murdoch, de fato, comanda, há mais de 20 anos, a história dos EUA: usa políticos a favor de seus interesses, manipula eleições, cria políticas. Teriam sido operações e decisões exclusivamente de Murdoch? Não acredito. (…)

Há um aspecto israelense ou judeu, nisso tudo, mas não no sentido de ser pró ou contra os semitas. O império de Murdoch, casado com o Partido Republicano, mobiliza todo seu imenso poder de modelar a opinião pública sempre a favor de uma “Nova Ordem Mundial”, com tráfico de drogas, manipulação de moedas nacionais, dívidas nacionais, tudo em escala tão massiva, que já levou os EUA e a União Europeia ao colapso econômico; opera com as gigantes do petróleo para acertar preços…

Esse é o resultado do que Murdoch e seus amigos fizeram por muito tempo… sem parar jamais de ‘denunciar’ Osama bin Laden, tanto quanto os malditos “esquerdistas”.

Dividiram a Grã-Bretanha, apresentando-se, primeiro, como “conservadores”, depois como “liberais”. O que fizeram na Grã-Bretanha foi minar o governo legítimo, destruir a confiança das pessoas no estado e no governo, fosse qual fosse. Blair, Cameron, não faz diferença! Murdoch escolheu os dois e os manobrou e manobra como fantoches, exatamente como fez com Bush & amigos.

Não é difícil de fazer. Saqueie os países até o último centavo, use parte do saque para subornar ou chantagear políticos, suborne a polícia… e tudo isso rende cada vez mais dinheiro para os saqueadores, chantagistas, subornadores.

Em seguida, organize um jornal, uma televisão, para dar ao povo inimigos aos quais odiar; invente guerras para que os países lutem entre eles; e fique de longe, assistindo à destruição de uns países por outros, de um partido por outro.

Mas… Há gente capaz disso no mundo? Há. Hoje estamos conhecendo Murdoch e a gangue de suas empresas, a gangue do canal Fox News, os tais “neocons” nos EUA, o lobby pró-Israel nos EUA, a Liga Antidifamação [Anti-Defamation League (ADL)], o Comitê de Relações Públicas EUA-Israel [American Israel Public Affairs Committee (AIPAC)] e a facção do Partido Likud comandada em Israel por Netanyahu. Todo esse pessoal odeia, aqui, os EUA.

Há grupo semelhante de odiadores na Grã-Bretanha. Na Austrália há outro grupo desses odiadores. Em cada local, esse grupo de odiadores comanda tudo. Comanda na Alemanha, no Canadá, comanda, de fato, praticamente toda parte do mundo que conhecíamos, antigamente, como “o mundo livre”.

Estarei descrevendo o próprio Satã? Quase. Há advogados poderosos que defendem seus ladrões e seus mentirosos contra tudo que é decente. De certo, no mundo, só as comunidades “evangélicas” e “sionistas” nos EUA! Esses são “terra fértil” para aquelas mensagens de desprezo e de ódio.

Quem Murdoch odeia acima de todos os demais ódios? Os muçulmanos, claro. Todos os muçulmanos são ‘do mal’. De todas as coisas que Murdoch toca, em todas as cenas que suas publicações (centenas!) exibem, em todas as notícias que distorcem, o item que nunca falta, o que nunca essa gangue de degoladores deixa de reafirmar é, sempre, o ódio deles contra os muçulmanos. Com isso, satisfazem os amigos em Israel.

Se as coisas continuarem a andar como estão andando, é possível que todos eles tenham de refugiar-se em Israel e Israel os protegerá. Talvez detonem mais algumas casas de famílias palestinas para construírem uma grande fortaleza onde se possam esconder.

Muçulmanos, afinal, são sempre alvos fáceis: são cidadãos oprimidos por ditadores e reininhos comandados por ladrões e reizinhos bandidos os quais – como só agora os EUA começamos a perceber, sempre correm rumo a Washington e Telavive, para obter ‘instruções’.

Pense, só por um segundo. Considere a palavra “palestino”. Você ouve a palavra e, imediatamente, seu cérebro lhe oferece ‘automático’ o adjetivo “terrorista”. Mas se aparecem crianças assassinadas, na televisão… o assassino é sempre ‘árabe’. Os feridos, sim, são sempre judeus (de fato, quase sempre representados por atores israelenses). Talvez seja alguma espécie de ‘piadinha interna’, imunda, de Murdoch.

O povo islâmico em todo o mundo tem sido enganado, explorado e esmagado desde 1919. Um dia a história mostrará que houve plano e método nessa loucura.

Leiam sobre a verdadeira Declaração Balfour, e todos descobrirão o quanto custou em termos de chantagem. Observem quem escreveu e para quem foi enviada[1]. É história praticamente idêntica à que vemos ir surgindo hoje na Grã-Bretanha, dia após dia.

Murdoch diz aos seus seguidores que odeia “gente esperta”. Que todos devem temer os cultos, os letrados, as “elites”. Depois que se destrói a confiança das pessoas comuns na lei, na democracia, nada mais fácil do que promover o mais ensandecido racismo, a ignorância mais impenetrável. É destruir o amor ao saber democrático e substituí-lo por música de repetição, ‘escândalos’ ou sexuais ou ‘éticos’, questões da sexualidade humana tratadas como nos roteiros de novelas de televisão, e infindáveis ‘ameaças’ e conspirações.

Murdoch é, de fato, o rei das teorias de conspirações. Basta ver a torrente infindável de ‘denúncias’ e acusações que jorra interminavelmente (dentre outros) dos canais da rede Fox. São acusações as mais insanas, muitas das quais são hoje história, e que bem podem ter sido forjadas e planejadas por Murdoch.

É altamente provável que a mão de Murdoch tenha agido no 11/9, como também nos bombas detonadas em Londres no 7/7. Nenhuma grande ação violenta pode acontecer, se a mídia não estiver absolutamente controlada.

Estamos descobrindo agora que a própria mídia controla estados e governos. É perfeitamente razoável que tenha, também, construído os scripts das guerras, os resultados eleitorais, os atos de terrorismo e o descalabro geral que empurrou os EUA para uma década de selvagem e inútil derramamento de sangue, para vingar-se de atos de terrorismo que provavelmente, não foram obra de terroristas estrangeiros.

Hoje, nossos primos britânicos espantam-se com revelações de que, há décadas, os governos eleitos não foram, de fato, nem governos nem britânicos e jamais passaram de híbrido doentio resultado das ideias de um louco, de atos de espiões israelenses e de capangas pagos que se supunha que governassem pelos eleitores e para os eleitores… Talvez possa ser um recomeço.

Mas cá, nos EUA, a coisa prossegue inalterada, a pleno vapor. Aqui, Murdoch e seus cúmplices continuam planejando e executando seus planos para o futuro dos EUA. As criaturas desses projetos já andam por aí. Uma delas é Boehner. Outra é Palin. E há também Gingrich. E sem esquecer todos os que trabalharam para o governo Bush.

Em todos os casos, quem queira ver de perto o coração das trevas, pode começar por assistir ao canal Fox News.
[1] A “Declaração de Balfour” é uma carta escrita dia 2/11/1917 pelo então secretário britânico de Assuntos Estrangeiros Arthur James Balfour, a Lord Rothschild, então presidente da Federação Sionista Britânica. Na carta, Balfour fala de seu desejo de oferecer condições especiais de facilitação aos sionistas para que povoem a “Terra de Israel”, no caso de a Inglaterra conseguir derrotar o Império Otomano [NTs, com
informações dehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Declara%C3%A7%C3%A3o_de_Balfour, onde se pode ler a carta, em português].
13/7/2011, Gordon Duff, Veterans Todayhttp://www.veteranstoday.com/2011/07/13/a-murdoch-note/

Via Vila Vudu

51. Atendimento ao Cliente – Com Pedro Cardoso e Bianca Byington

50.

I

LINK

49. O CORONEL ASSASSINO – O JORNALISTA ASSASSINADO – A TORTURA

resistência

Laerte Braga


É difícil você ter respeito pelas forças armadas quando nos quartéis resistem e impedem a divulgação de documentos que mostram o que foi o golpe militar de 1964 e todo o aparato repressivo montado para sustentar a monstruosidade que se abateu sobre o Brasil.

(…)

O coronel Brilhante Ulstra, hoje colunista do jornal FOLHA DE SÃO PAULO (cedia os caminhões de entrega para a desova de corpos de presos assassinados no DOI/CODI paulista, na simulação de atropelamento), já condenado em primeira instância e declarado torturador pela Justiça, jorra patriotismo em defesa do que chama democracia e valores como liberdade, pátria, etc. É um dos exemplos a justificar a frase de Samuel Johnson – “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”.

(…)

Merlino era jornalista, foi assassinado aos 23 anos de idade, militava no Partido Operário Comunista.

No dia 30 de julho o COLETIVO MERLINO, no ciclo dos SÁBADOS RESISTENTES, realizados pelo MEMORIAL DA RESISTÊNCIA e pelo NÚCLEO DE PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA POLÍTICA, em São Paulo, organizará uma homenagem ao jovem jornalista vítima da bestialidade da ditadura militar e especificamente de um dos seus mais monstruosos torturadores, o coronel Brilhante Ulstra, escondido impune atrás da anistia.

(…)

rede castorphoto

48. 11th September – 09/11/2001 (11’09”01) de Ken Loach

47. Sangue Latino – documentário com Eduardo Galeano

46. Esperança – documentário com Milton Santos