Archive for fevereiro, 2011

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«O direito de informar e de ser informado»

terça-feira 22 de fevereiro de 2011

Declaração da Assembléia pelo direito à comunicação, Dacar – 11 de fevereiro de 2011

Nós, sujeitos da informação alternativa e militantes que utilizamos a comunicação como uma ferramenta de transformação social

Constatando, num contexto mundial caracterizado:

- pela influência dos poderes políticos, econômicos e industriais sobre a comunicação e a instrumentalização da informação pelos Estados;

- pela negação, obstaculização e repressão à liberdade de expressão dos povos;

- por pouco ou nenhum acesso à informação garantido ao conjunto dos cidadãos;

- pela repressão violenta contra os cidadãos e sujeitos da informação;

- pela mercantilização e a uniformização da informação;

- pela desconfiança crescente da opinião pública em relação à informação veiculada pelas mídias tradicionais,

Observando em particular na África:

- a ausência quase generalizada de leis que garantam o acesso dos cidadãos à informação;

- uma liberdade de expressão e de imprensa restritas por leis liberticidas;

- entraves ou censuras feitas às comunidades pelo exercício da comunicação comunitária,

Que, ao mesmo tempo, perspectivas se colocam diante destas constatações preocupantes, tais como:

- uma tomada de consciência e uma capacidade maior dos cidadãos de participar da produção e veiculação de informação para promover a justiça social;

- a emergência de mídias alternativas e cidadãs que contribuem com transformações sociais e políticas, como mostram os recentes acontecimentos na Tunísia e no Egito.

Declaramos que o direito à comunicação é um direito fundamental e um bem comum da humanidade.

E nos engajamos a :

- defender, apoiar e promover todas as iniciativas que garantem e reforçam o direito à comunicação e à informação como um direito humano fundamental;

- disputar um marco regulatório e legislativo para as mídias públicas, alternativas e comunitárias, garantindo o exercício do direito à comunicação inclusive através do acesso a frequências de radiodifusão;

- reconhecer e proteger os sujeitos da informação e da comunicação em todo o mundo;

- criar e reforçar as sinergias entre todos os sujeitos da transformação social;

- promover o acesso, a acessibilidade e a apropriação das mídias e das novas tecnologias de informação e comunicação por todos os cidadãos, sem restrição de gênero, classe, raça ou etnia;

- promover mecanismos de comunicação permanente entre os atores, os participantes e as organizações dos Fóruns Sociais, sobretudo o Fórum Social Extendido e as experiências de comunicação compartilhada;

- apoiar o desenvolvimento e fortalecimento das mídias comunitárias e alternativas;

- combater a censura e garantir a liberdade de expressão na internet;

- refletir sobre um modelo de financiamento que garanta a viabilidade, a sustentabilidade e a independência das mídias alternativas;

- colocar as questões ligadas ao direito à comunicação no centro do debate do processo do Fórum Social Mundial.

Plano de Ação

- Realizar campanhas de informação e sensibilização sobre temas chave da agenda internacional (Rio+20, G8-G20, Fórum da Palestina, Durban, etc.)

- Organizar um Fórum Mundial de Mídias Livres e Alternativas em 2012 no bojo do processo do Fórum Social Mundial.

Enquanto sujeitos da comunicação, afirmamos nosso apoio aos povos tunisiano e egípcio, reivindicando a seus governos o fim de toda a censura e da repressão contra a população e os produtores de informação.

Convocamos igualmente todos os sujeitos da transformação social a unirmos nossas forças na luta pelo direito à informação e à comunicação, sem os quais nenhuma transformação será possível.

Participantes da Assembléia pelo Direito à Comunicação

Abong (Associação Brasileira de ONGs)

Action Jeunesse – Marrocos

African Klomeo Renaissance – Nigéria

AK-Project – França-Senegal

ALAI – Agência Latino-Americana de Informação

Alba TV – Venezuela

Amarc (Associalção Mundial de Rádios Comunitárias)

Aphad – Senegal

Arcoiris TV – Itália

Babels

Berlin Carré – Alemanha

Caritas – França

CIC Bata – Espanha

Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada

Commons Strategies Group – Alemanha

Communautique – Canadá

Editions Charles Léopold Mayer – França

E-Joussour – Marrocos

Federación de Sindicatos de Periodistas – Espanha

FocusPuller – Itália

Forum Alternative – Marrocos

Fundación Quepo – Espanha

Giaba – Guinée Bissau

Guinée Culture – Guinée

HEKS – Senegal

IMC África

Imersão Latina – Brasil

Indymedia

Intervozes – Brasil

IPS (Inter Press Service)

KebethCache Women Resource Center – Nigéria

May First / People link – Estados Unidos

Mission for Youth – Uganda

NIGD – Finlândia

Pambazuca – Senegal

Queens Magazine – Nigéria

Revista Fórum – Brasil

Ritimo – França

Rural Health Women Day – Nigéria

Saharareporters.com – Nigéria

Social Watch – Itália

Solafrika

Soylocoporti – Brasil

Support Initiative For Sustainable Development – Nigéria

Survie – França

TIE – Brasil

TV Star – Senegal

UnisCité – França

UPO – Espanha

Vecam – França

WarriorsSelf-Help Group – Quênia

WSFTV

Contato: Info_fsmdakar@ritimo.org

Traduzido por Bia Barbosa/Intervozes


19. sonhar

“A viagem não começa quando se percorrem as distâncias, mas quando se atravessam as nossas fronteiras interiores.”

Mia Couto

18.

ascende

Caros Estudantes:

Que inspiração, a de vocês, que se uniram aos milhares de estudantes das escolas de Wisconsin e saíram andando das salas de aula há quatro dias e agora estão ocupando o prédio doState Capitol e arredores, em Madison, exigindo que o governador pare de assaltar os professores e outros funcionários públicos (PR Watch Live Blog Protest Rally in Madison, Wisconsin e foto (ótima!) abaixo)!

17. Campanha Por uma infância sem racismo

16. Sonzera para Tom Jobim.

Música instrumental todo sábado à tarde na Teodoro Sampaio no sebo da Edilia.

Paganini bateria
Giba teclado
Rubens baixo
Bread sax

15.

domar

14. Revolução????

“Cidadãos bem vestidos, gente de classe média com câmeras, apareceram na praça pela primeira vez – inclusive banqueiros e ex-ministros. Várias faculdades da Universidade do Cairo também lá estavam. Um grupo de professores e diretores de faculdades ocupou a rua em frente ao Parlamento. Alguém escalou a grade e pendurou um cartaz (que depois foi retirado) em que se lia “Fechado até o fim do governo Mubarak”.

“Blogueiros egípcios e todos os que estão na praça concordam. Cerca de 5% dos manifestantes pertencem a partidos nacionalistas ou progressistas. Não mais de 15% são filiados à Fraternidade Muçulmana. E não menos de 80% não são filiados a qualquer partido político ou são apolíticos. Vive-se momentum revolucionário – ainda contra as muitas estratégias de cooptação adotadas pelo regime”.

13. Caoscarnal

caoscarnal

De todas as experiências democráticas, a escola de samba é uma das mais criativas.

12. Akasa

espaço