Posts Tagged ‘Obama’

51. O neopessimismo nos Estados Unidos

suicídiocoletivo

Considere-se o assalto aos direitos dos trabalhadores pelo novo governador do estado de Wisconsin, Scott Walker e um grupo de senadores, sem qualquer discussão com a sociedade. A mesma abordagem espalha-se para outros estados dos EUA. Nesse país irreconhecível para os próprios norte-americanos, professores, sindicalistas, homens, mulheres e crianças, os desempregados e os desesperados são a causa de déficits insustentáveis; e prevalece uma filosofia de cão-que-devora-cão; e há quem espere que essa filosofia algum dia devolva a grandeza aos EUA. O artigo é de Charles Simic.

Charles Simic – New York Review of Books

Nem lembro quando ouvi, pela última vez, alguém se manifestar com genuíno otimismo sobre o futuro dos EUA. Descontem-se os políticos, os donos de bancos de investimento e os generais, porque esses são pagos para oferecer garantias para qualquer coisa, apesar da economia que degenera nos EUA e das guerras suicidas em que o país está envolvido, e os narcisistas de sempre, acostumados a dar as costas aos sofrimentos dos nossos irmãos de destino nos EUA.

Até há bem pouco tempo, os anunciadores do apocalipse eram raros entre meus amigos e conhecidos. Sempre houve desses em maior número entre os mais velhos, cuja vida já acumulava considerável carga de tragédias e desilusões, o que bastava para que nos convencêssemos de que aquele pessimismo sombrio não seria aplicável a nós, os mais jovens.

Há algum tempo, ainda se encontravam otimistas inveterados, idealistas e até alguns realistas niebuhrianos [1]; hoje, só se encontram pessoas de todas as idades e contextos, sempre ansiosas para contar como tudo vai terrivelmente mal e, em registro mais pessoal, como a vida pessoal e familiar degringolou – e como lhes parece difícil, não só pagar as contas, mas, também, entender como o país que conheciam tornou-se tão completamente irreconhecível.

Considere-se o assalto aos direitos dos trabalhadores pelo novo governador do estado de Wisconsin, Scott Walker e um grupo de senadores, sem qualquer discussão com a sociedade. A mesma abordagem espalha-se para outros estados dos EUA. Nesse país irreconhecível para os próprios norte-americanos, professores, sindicalistas, homens, mulheres e crianças, os desempregados e os desesperados são a causa de déficits insustentáveis; e prevalece uma filosofia de cão-que-devora-cão; e há quem espere que essa filosofia algum dia devolva a grandeza aos EUA.

Hoje, deve ser difícil para quem ofereça jantar aos amigos nos EUA, conseguir que todos não façam outra coisa, ao longo de todo o jantar, além de repetir, uns aos outros, a quantidade espantosa de estupidezes e mentiras que todos ouviram pelas televisões ou leram nos jornais. À medida que o jantar avança, então, vai ficando cada vez mais difícil evitar que se desinteressem da comida, da bebida e do jantar, envolvidos todos no triste jogo de disputar quem ouviu a maior estupidez, a mais completa sandice, da imprensa. Sei que, quando me reúno com amigos, todos fazemos esforço consciente para falar de outros temas que não sejam filhos ou netos, reminiscências do passado e filmes a que assistimos, mas ninguém consegue, por muito tempo. E todos frustramos e entristecemos uns os outros, voltamos cada um para sua casa, incomodados e frustrados cada um consigo, como se sofrer pelo que está sendo feito contra nós não fosse assunto adequado à polidez das relações sociais.

Nessa atmosfera de ansiedade e histeria crescentes, na qual as causas verdadeiras e a escala do desespero nacional dos norte-americanos são deliberadamente ocultadas e encobertas pelo e no establishment político e pela imprensa-empresa, não surpreende que o que mais cresce sejam a confusão e a fúria, por todos os lados.

Como qualquer um que tenha viajado pelo país e conheça os EUA por conversar com os norte-americanos já sabe, os norte-americanos não são só mal informados; são doloramente ignorantes sobre praticamente todas as coisas que afetam a vida.

Como seria bom se o presidente Obama falasse aos norte-americanos e nos dissesse que o déficit é provocado, principalmente, pelas guerras que lutamos no Afeganistão e no Paquistão, pelas centenas de bases militares que os EUA mantemos pelo planeta, pelos vergonhosamente baixos impostos que se cobram dos ricos, pelo ‘resgate’ de Wall Street. Como todos sabemos, não há sequer uma mínima chance de que isso algum dia aconteça.

Pelas contas do presidente Obama, dizer a verdade aos cidadãos comprometeria sua campanha de reeleição, porque, se disser a verdade, ele não conseguirá arrecadar os bilhões de dólares de que precisa para reeleger-se. O tipo de gente que tem esse tipo de dinheiro e concordará em doá-lo para a campanha eleitoral sabe muito bem o que eleitores bem informados em democracia que funcione diriam a e fariam contra aquele tipo de gente, desde que os eleitores soubessem, com clareza, que eles, não nós, rasparam as caixas do Tesouro dos EUA e reduziram esse país à miséria, para enriquecimento deles, não dos EUA nem dos eleitores.

Não há dúvidas de que o presidente Obama e seu partido farão o que puderem para esconder a verdade e oferecerão soluções atraentes – como o programa de assistência à saúde, que não só não aumenta a cobertura. mas é mais vantajoso para as empresas médicas que para os cidadãos doentes, e pouco reduz os custos médicos.

O presidente Obama e seu partido contam com que essas medidas enganarão a maioria dos eleitores que não cuidam de procurar melhor informação sobre os detalhes. Além disso, são medidas que sinalizam claramente para os endinheirados que nada os perturbará muito gravemente.

Quanto aos norte-americanos que continuam a repetir que há algo fundamentalmente errado numa democracia que não se preocupa com a desigualdade sempre crescente, que denunciam a loucura galopante das aventuras militares infindáveis em que os EUA meteram-se no Afeganistão, que veem a miséria em que vivem os doentes e os desempregados, que veem o sofrimento dos mais pobres, sempre tão perto, tão à vista… Esses serão tratados como incapazes de avaliar com objetividade a realidade. E são lembrados de que, com o outro partido no poder, as coisas seriam ainda piores.

O motivo pelo qual os pessimistas e desesperançados multiplicam-se nos EUA é que todos desonramos a inteligência, o que esse país aprendeu da história, cada vez que nos recusamos a admitir que a corrupção é a fonte de todos os nossos males.

Não é preciso grande esforço mental para perceber que não há forças políticas ativas nem em Washington nem nas pequenas comunidades, nem em lugar algum, capazes de corrigir as ilusões em que os EUA afundam-se, de que os EUA seriam os guardiões do mundo. Qualquer ideia de boa solução que surja, sempre será avaliada pelos lucros que traga a um ou outro grupo de interesses – e correspondentemente bombardeada, se não trouxer os lucros imediatos com que contam e dizem merecer.

Diz o ditado, que o macaco se coça com a chave com que poderia abrir a gaiola que o prende. Há quem ache engraçado, há quem ache triste. Desgraçadamente para os EUA, somos o macaco na gaiola.

NOTA
[1] Karl Paul Reinhold Niebuhr (1892-1971) foi teólogo norte-americano, conhecido comentarista de assuntos públicos. Orador poderoso e escritor sedutor, já foi descrito como o mais influente ator da política interna nos EUA nos anos 1940s e 1950s. É autor da teoria da “guerra justa”. Seus escritos têm sido citados como importante influência no pensamento de muitos políticos dos EUA, entre os quais Jimmy Carter, Madeleine Albright, Hillary Clinton, John McCain e, recentemente, Barack Obama. O próprio Obama já reconheceu a influência do pensamento de Reinhold Niebuhr em seu pensamento. De fato, o motivo real pelo qual Obama interessou-se pelo pensamento de Niebuhr parece ser a ideia de combinar uma compreensão realista da política e da natureza humana, com um idealismo de inspiração religiosa [NTs, com informações de Wikipedia].

Fonte:
http://www.nybooks.com/blogs/nyrblog/2011/mar/10/new-american-pessimism/

Tradução: Coletivo Vila Vudu

47. Mr. War Obama

brasil

O saldo da visita de Obama ao Brasil é nefasto.

13 presos políticos, constrangimento de ministros brasileiros, exigências descabidas…. Mas o saldo positivo (ou quase), pode ser o desmascaramento da mente colonizada da grande mídia. Sim, já sabíamos, mas agora está escancarado para quem quiser ver.

A Guerra do Brasil

De início, o mais aberrante, o lançamento da Operação Aurora da Odisséia, para derrubar Khadafi, foi no Brasil!

Read more: http://tsavkko.blogspot.com/2011/03/obama-no-brasil-guerra-truculencia-e.html#ixzz1HHPrOGuE

Isso mesmo, Obama, em visita ao Brasil, passou por cima de nossa posição não beligerante e de não-intervenção e declarou guerra à Líbia do solo brasileiro. Uma tremenda e absoluta falta de respeito com os anfitriões, que se abstiveram na votação do Conselho de Segurança que decidiu pelo uso da força contra o país.

Os pesados ataques aéreos contra forças de Khadafi em diversas cidades líbias começaram no sábado, com a participação de tropas americanas, francesas e inglesas.
Em suma, o Brasil foi usado como palco para o inicio da guerra, em meio a uma visita de cortesia em que uma das partes, nós, éramos CONTRA a intervenção. Trata-se de um desrespeito tremendo, típico da potência imperial em toda sua arrogância e prepotência.

Desrespeito e prepotência

Read more: http://tsavkko.blogspot.com/2011/03/obama-no-brasil-guerra-truculencia-e.html#ixzz1HHQ7cTFF

Não nos esqueçamos da desistência de Obama em discursar na Cinelândia (discurso em si já um traço de arrogância) porque talvez fosse ser recebido com alguns protestos, mesmo depois da estrutura do palco estar quase pronta.

Em primeiro lugar, senhora cara de pau de Obama querer “discursar ao povo brasileiro”, para trazer as boas novas do Império e uma mensagem de democracia – se todos nos comportarmos e respeitarmos o Líder!

A isto juntamos ainda os protestos de pessoas na Cidade de Deus contra sua visita depois deste querer exigir casas de moradores como pontos para atiradores de elite (inclusive com ameaças aos que se recusavam a permitir o uso de suas propriedades).

Obama age como se estivesse em casa. constrange os brasileiros, tenta nos humilhar, passa por cima de nossa boa vontade e hospitalidade… É assim que age o chefe-terrorista.

Mentalidade colonizada da mídia

>Mas, se esta visita serviu para alguma coisa, foi para desmascarar mesmo para os mais cegos a mentalidade colonizada da mídia. Nem com Bush, muito mais alinhado aos interesses da nossa querida mídia e do empresariado (ALCA era palavra de ordem ainda), a mídia nacional teve tantos orgasmos múltiplos, uma cobertura tão ampla e repetitiva e nunca se viu jornalistas (sic) tão felizes em noticiar aquilo que eles consideram fatos.

Cobertura quase totalmente voltada à visita de Obama. Reportagens especiais sobre os gostos de Michelle Obama, sobre a refeição da família real presidencial, sobre o degustador real oficial (século XV feelings) sobre roupas e, claro, sobre os incontáveis benefícios de todo e qualquer acordo, por mais subserviente que seja, assinado pelo Brasil com o Império.

A mídia brasileira conseguiu chegar a um nível ímpar de vergonha alheia e sem-vergonhice.

Pra completar a vergonha, o PT do Rio proibiu manifestações contra Obama, num ato de total subserviência e falta de vergonha na cara.

Exemplo máximo de mídia colonizada:

Read more: http://tsavkko.blogspot.com/2011/03/obama-no-brasil-guerra-truculencia-e.html#ixzz1HHQFgbes

Ministros revistados e absurdo aparato de segurança

Como comentado, um aparato de segurança que incluiu varredura das redes sociais, uso de perfis falsos e monitoramento completo do que se dizia aqui no Brasil – daí o cancelamento do discurso na Cinelândia depois que viram que haveriam protestos. Um esquema de segurança que chegou ao absurdo de querer revistar Ministros de Estado brasileiros!

O forte aparato de segurança instituído pela equipe do presidente Barack Obama fez com que quatro ministros brasileiros, entre eles o da Fazenda, Guido Mantega, e do Comércio e Indústria, Fernando Pimentel, desistissem de comparecer ao evento do mandatário americano com empresários.
Segundo a Folha apurou, o episódio causou mal-estar entre as autoridades brasileiras.
Além de Mantega e Pimentel, os ministros Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Edison Lobão (Minas e Energia) também desistiram de comparecer ao encontro por se sentirem constrangidos.

Laerte Braga, por outro lado, informa que os ministros aceitaram a revista sem problemas, só se retirando quando viram que o evento seria totalmente em inglês:

A despeito de terem abandonado o encontro os ministros não reagiram à revista e só deixaram o local ao perceberem que a língua a ser usada no encontro seria a inglesa.

Absurda não só a idéia de revistar Ministros de Estado, mas também estes darem meia volta e desistirem de entrar! Oras, são Ministros! Deveriam ter simplesmente entrado, avisando que eram autoridades e que Obama é um estrangeiro que está em solo brasileiro por cortesia e não manda em nada.

Read more: http://tsavkko.blogspot.com/2011/03/obama-no-brasil-guerra-truculencia-e.html#ixzz1HHQL9Zlf

Alguém deveria avisar para Obama que Celso Lafer não é mais ministro e que o Brasil não é mais quintal dos EUA.

Mas, a humilhação não parou por aí, até carros da Polícia Federal foram revistados por agentes dos EUA!

Presos Políticos

O maior absurdo de todos talvez seja a prisão de 13 militantes políticos por protestar contra Obama. Sem direito a fiança, foram encaminhados para presídios:

Um légítimo protesto contra a visita de Obama ao Brasil, em frente ao Consulado dos EUA no Rio acabou em pancadaria, com a polícia atirando bombas e balas de borracha nos manifestantes que, por seu lado, responderam atirando um coquetel molotov em direção ao consulado e acertando um segurança.

13 pessoas foram presas e, de forma inacreditável, encaminhadas sem julgamento para presídios da cidade, sem direito a habeas corpus ou fiança!

Read more: http://tsavkko.blogspot.com/2011/03/obama-no-brasil-guerra-truculencia-e.html#ixzz1HHQQPEtI

São 10 militantes do PSTU, um menor do PSOL e outro aparentemente do movimento MV Brasil, de direita. As mulheres (são 3) foram encaminhadas para o presídio de Bangu, os homens para o presídio de Água santa, já o menor foi para o Instituto Padre Severiano.

Os advogados do PSTU estão entrando na Justiça com um pedido de libertação dos presos, já que não há provas contra eles. Também questionam os artigos apontados pelo delegado, que torna o crime inafiançável. O partido fará um ato neste domingo, às 10h, contra a visita de Obama e pela liberdade dos presos políticos. Hoje, em Brasília, militantes do partido irão até a Praça dos Três Poderes, também para exigir a libertação.

Read more: http://tsavkko.blogspot.com/2011/03/obama-no-brasil-guerra-truculencia-e.html#ixzz1HHQbewdq

Assine a petição pela libertação imediata dos presos políticos!

No governo Dilma Roussef temos os primeiros presos políticos do país desde o fim da ditadura militar, na farsa do coquetel Molotov atirado contra o consulado norte-americano no Rio, numa manifestação promovida por um partido de esquerda. O PSTU.

Conclusão: Humilhação

O Brasil foi humilhado, submetido. Ministros foram revistados, cidadãos brasileiros foram presos e tratados como criminosos por protestar contra o chefe-terrorista, moradores da Cidade de Deus foram intimidados, líderes comunitários ficaram revoltados, mas a mídia e nossas elites se refestelaram: Um sucesso!

Como na época de FHC, aprendemos qual é o nosso lugar, à reboque dos interesses dos EUA, subservientes ao Império. Nem bem o Brasil ensaiou uma posição independente na ONU, ao não apoiar os EUA e a intervenção na Líbia, logo mostrou qual será efetivamente a cara deste governo: Submisso. Talvez a posição do Brasil tenha vindo apenas de um último lampejo de independência, mas a visita de Obama ao Brasil nos faz apenas ter preocupações com o futuro.

A Guerra contra a Líbia, que o Brasil se opôs, foi declarada de nosso território. A demonstração máxima de desrespeito e falta de apreço por parte dos EUA e um recado claro: Somos a potência e vocês nos devem obediência. Infelizmente, Dilma parece ter concordado.

Read more: http://tsavkko.blogspot.com/2011/03/obama-no-brasil-guerra-truculencia-e.html#ixzz1HHR6nNRH

A velha e requentada história do Riocentro. A quem interessa?

46. Mister War Nobel

lumiar

Eu ainda acreditava que por ser um sujeito do mundo e não os tacanhas e acanhados provincianos médios estadunidenses ele poderia entender a complexidade do mundo e reconstruir as relações de seu país sobre novas bases.

Mas Obama cedeu cedo e a tudo contrário a seu discurso de campanha: cedeu aos senhores da guerra, ao lobby sionista, ao conservadorismo de bordel. E pior, é tão odiado em seu país quanto fora, e aí vem no nosso país com esta arrogância que o cargo lhe concede e nada escapa da fúria da polícia secreta: da barraquinha na cinelândia aos moradores da Cidade de Deus que teriam de sair de suas casas aos ministros e empresários brasileiros humilhados e passados em revista e até revistas em carros da Polícia Federal!!!!!

Mas como todos os covardes que são valentões apenas quando estão armados o comício previsto para a Cinelândia foi cancelado por medo de vaias.

Não sei quanto a vocês, mas acho que Lula e Celso Amorim nos acostumaram muito mal, tínhamos a estranha idéia que ministros não deveria tirar sapatos para entrar nos Estados Unidos, como fez Celso Lafer durante o governo do maior capacho que os EUA já teve no Brasil: FHC.

Neste final de semana que este senhor pau mandado da guerra que só tem poder de cumprir ordem do conservadorismo de bordel esteve em meu país, o PSTU ganhou o meu respeito (cadê a CUT?) embora esteja pagando um preço altíssimo: 13 pessoas presas, dentre elas uma senhora de 69 anos e um adolescente e a CUFA, que com a liderança de MvBill, Celso Athayde e Preto Zezé perceberam imediatamente o que iria acontecer na Cidade de Deus e se recusaram a participar desta palhaçada. Eles poderiam ir para o Itamaraty, pois conseguiram dizer não à Casa Branca.

Como podem ver ainda tem gente com vergonha na cara no Brasil.

Ontem no twitter o Brasil queimou o filme como ‘nunca dantes’ entre os latino-americanos. Uma repórter da Telesur chegou a bloquear jornalistas de esquerda no twitter por tentar contemporizar o fato de nós não termos qualquer poder em relação ao fato do senhor pau mandado da guerra ter declarado a intervenção na Líbia em nosso território: (…)

É claro que a jornalista da TeleSur exagera e parece ignorar os discursos de Dilma Rousseff que não compactuam em nada com as lambanças do pau mandado da Guerra, mister Obama (aqui, e aqui)

Todos os jornais latino-americanos nos esculhambam no Página 12 o destaque para o desrespeito da segurança de Obama e a declaração de guerra em nosso território. Em que país que se dá o respeito e que almeja um lugar de importância global a própria polícia Federal é revistada por agentes do presidente visitante? Quanto vale um assento no Conselho de Segurança da Onu que não serve pra nada?

Eu sinceramente espero da presidenta Dilma que fez um discurso coerente e soberano que o concretize em ações para que providências sejam tomadas em relação aos abusos da polícia secreta de Obama e, principalmente, o absurdo deste senhor pau mandando da Guerra ter declaro guerra em nosso território. O Itamaraty deve uma resposta ao brasileiros à altura da humilhação que fez todos nós que temos vergonha na cara passar. Minha mãe sempre diz que quem muito baixa a cabeça o c* aparece, fica a dica para o Itamaraty de Patriota (quase uma piada pronta).

E antes que eu me esqueça: Dilma bota a vassoura atrás da porta, esta visita pra lá de indesejada está demorando muito para se ir e já fez muita lambança por aqui. Go home, Obama!

PS. Segundo a Casa Branca a presidenta não manifestou mal-estar diante da declaração de guerra de Obama em nosso território. O que a Casa Branca diz e o que Obama diz não se escreve e já sabemos disso