Arquivo para o ‘Ocupação’ Categoria
81. Orwell está se Revirando no Túmulo – Orwell Rolls In His Grave (2004) LEGENDADO PT
“Orwell está se Revirando no Túmulo” (por causa da obra de Orwell “1984″, que mostrava a centralização da informação pelo poder dominante) é um documentário que desnuda a mídia tradicional americana mostrando todo o lado corrupto e mesquinho dessa instituição, que cada vez mais está nas mãos de menos donos. Monopólios e oligopólios controlam a opinião das pessoas, escondendo informações, distorcendo fatos, destruindo a democracia. “Goebbels, chefe da mídia nazista, ficaria com inveja de tamanho poder alcançado por ela hoje”.
O Documentário também alerta para a janela que se abriu para combater esse quadro: a Internet. Essa é uma excelente oportunidade de agirmos antes que ela se feche.
“Nós equivocadamente pensamos em nosso país como uma democracia, quando na verdade tornou-se uma midiacracia: onde a imprensa, que supostamente deveria verificar o abuso político, faz parte do abuso político” – Danny Schecter
UPLOAD PATROCIONADO POR:
www.NOVACOMUNIDADE.org – O MODELO COOPERATIVO FAMILIAR
www.MDDVTM.org – MOVIMENTO DE DEMOCRACIA DIRECTA VTM
“Tudo que o homem não conhece não existe para ele. Por isso o mundo tem, para cada um, o tamanho que abrange o seu conhecimento.”
(Carlos Bernardo González Pecotche)
“Um povo ignorante é um instrumento cego da sua própria destruição.”
(Simón Bolivar)
80. Aiuruoca, Santa Ana e São Joaquim.
Saí de São Paulo para o Guarujá e depois parei uns dias em Paraty antes de pegar o Caminho Velho que vai até Ouro Preto em Minas Gerais. Meu destino: seguir até a Chapada Diamantina, Bahia, pela Cordilheira do Espinhaço através das chamadas Estradas Reais que foram moldadas pelas idas e vindas de milhares de exploradores de ouro e diamantes das Minas Gerais, escravos, índios, imperadores a partir dos fins do século XVII. Devido a sua importância em 2001 a Federação das Indústrias de Minas Gerais criou através de seu Instituto Estrada Real o Projeto Estrada Real a fim de valorizar o patrimônio histórico-cultural, estimular o turismo, a preservação e revitalização das antigas Estradas Reais.
Em Catas Altas, por exemplo, executam projeto arquitetônico, revitalização das margens dos rios, pontes, áreas de lazer que eu gostei, pois respeita e harmoniza com o estilo da cidade. Diversos casarões restaurados, e os que não foram restaurados estão sendo reformados sem perder suas características. E por tudo quanto é lado exploração de minério com as grandes mineradoras comprando e ou adquirindo permissão do governo para exploração de ferro, ouro, diamantes e sabe-se mais o que. Agora entendi porque a “Federação das Indústrias de Minas Gerais criou através de seu Instituto Estrada Real o Projeto Estrada Real”.
De Paraty – que já foi porto importante de 1530 a 1815 no escoamento do ouro do Brasil colônia – alcancei a Serra do Mar até Cunha. A estrada que leva à Cunha é de terra e sempre está em péssimo estado, mas com uma XT 660R eu tinha que subir o morro. Logo que a estrada ficou úmida e com muito buraco deixei a moto cair, primeira queda de muitas que ocorreriam. Depois de Cunha, segui pela Rodovia dos Tropeiros onde almocei uma autêntica comida mineira.
Resolvi sair na Dutra na altura que entra para Itamonte, passando ao lado das Agulhas Negras e subindo a serra para Aiuruoca. Dormi em Pouso Alto em hotel na estrada e no outro dia cedo estava a caminho do Pico do Papagaio, para o Vale do Matutu, para a festa de Santana e São Joaquim em Guapiara e para a Folia de Reis em Quatro olhos, tudo ao redor da simpática cidade chamada Casa do Urubu, ou Aiuruoca como denominado em Tupi pelos indígenas da região. Cidade pequena no Sul de Minas, com temperatura média de 19 graus ao lado da APA da Mantiqueira. Aiuruoca fica em um lugar exuberante, cercada de montanhas e ao fundo a formação rochosa chamado de Pico do Papagaio. A criação de gado de leite ainda é a principal fonte de renda do povo mais antigo que mora na roça, o mesmo que acabou com a mata da região, e antes dele o pai e o avô, e ali as propriedades são pequenas, até onde eu sei não tem nenhum latifundiário do mal. Pouca produtividade por ali e pelo que eu vi tecnologia quase nada e muito pouco estudo e profissionalização. Pouco estudo, nada de tecnologia e profissionalização é a receita ideal para destruição do meio ambiente e a impossibilidade de uma economia sustentável até onde isso possa ser real. Toda família tem filhos nas cidades grandes procurando ganhar a vida, alguns estudando, outros não. Muita gente reclama que os benefícios do governo – bolsa família e tal – que dão o básico do básico, estimulam as famílias que tem seus direitos garantidos a não se esforçarem para melhorar de vida. Iniciativa e criatividade implica desafios e segundo muitas pessoas que encontro no interior – campos, roças, comunidades ribeirinhas, etc – me dizem que muitas famílias se acomodam com o mínimo para sua subsistência e deixam de trabalhar, principalmente os mais jovens. Quem fala é o povo mesmo da região e não a elite dos grandes centros. Qualquer dúvida viaje pelo País como eu faço, converse com as pessoas, e veja com os próprios olhos. Nada contra garantir direitos básicos, eu mesmo luto para que estes sejam garantidos, mas o que tem de pilantra se aproveitando é mato, mas nunca fale isso para seu amigo politicamente correto ele acredita na supremacia moral do povo e pode te linchar. Por outro lado aqueles que trabalham duro, muitas vezes trabalham errado, sem crédito e sem estudo, é como se acostumados a monotonia da vida, uma hora estagna e você vende as terras. Eu mesmo recebi três propostas para comprar terras ao lado da cidade. Foram os próprios proprietários – todos filhos da região – que me ofereceram parte de suas propriedades, pois seus filhos não iriam mais voltar da cidade. É isso.
Aiuruoca também possui alto índice de deficientes devido aos casamentos consangüíneos. Outro problema que vejo em muitas cidades pequenas é o alto índice de depressão e crise do pânico. Estes dados quem me passa são as pessoas em conversas informais quando comentam o estado de uma tia, um irmão ou uma filha, é uma pena e desmistifica o fato de que depressão e problemas de socialização são frutos de cidades grandes ou da sociedade de consumo como querem os abobados. Viva a sociedade terapêutica em busca da cura dos males do capital pela nova comunidade global que ama a natureza desde que estejam no conforto das metrópoles.
Muitas pessoas das comunidades pequenas têm problemas graves de relacionamentos e socialização porque nunca foi fácil a convivência embora não possamos viver isolados. Por outro lado vejo muitas pessoas sorrindo na cidade ao cumprimentar e até no modo de ser. Percepção que compartilhei com outras pessoas de fora e da própria cidade. A criminalidade é zero me disseram isso, mas eu encontrei um cidadão que havia esfaqueado outro que não deu parte na polícia com medo de represália. Estas são histórias de quem, como eu, conversa muito com as pessoas por onde passo. Numa destas conversas me convidaram para ir à festa de Santa Ana a São Joaquim – mãe e pai da Virgem Maria – no bairro de Guapiara.
Acompanhei a festa com procissão em volta da Igreja, barracas de comes e bebes o dia todo, missa do monsenhor, leilão de prendas doadas como porcos, bezerros,frangos e forró a noite. Fotografei desde a montagem das barracas do dia 25 até o forró do dia 26. Conheci muita gente comunicativa e simpática da cidade local e vizinhas. Consegui vários contatos com os próprios donos das barracas. A Vânia, festeira responsável, me tratou super bem. Comi muito, fotografei demais e até ouvi o monsenhor falar na missa que o problema do jovem de hoje é o Estatuto do Adolescente que é uma porcaria, pois deveria vir no parágrafo primeiro do estatuto que os pais seriam proibidos de se separar. Segundo o monsenhor o divórcio foi a pior coisa que podia acontecer no Brasil e culpado por toda a imoralidade juvenil reinante no mundo de hoje e que este governo que está aí é uma porcaria, pois não cuida de seus jovens quando autoriza a separação dos pais. Já falei tudo.
Bem, por aqui a Igreja enche na missa durante a semana e o fim de semana. Mas viver em comunidade é isso, embora muitos politicamente corretos – todos bem pilantras – adorem a idéia de viver em comunidade desde que a comunidade seja do jeito que eles dizem que é pra ser, em São Paulo alguns dizem que a rua é para dançar e é claro desde que a dança seja a deles e a música de seu gosto. Alguns deles se reúnem em grupos, mas são muito poucos que perseveram na vidinha comunitária e geralmente são os que mandam porque toda comunidade “inventada” em cima de uma ideologia qualquer acaba em ditadura e tem gente que adora ser mandado e outros que adoram mandar.
No Vale do Matutu – em Aiuruoca – tem uma comunidade e ninguém fica por lá muito tempo. O que me interessa aqui é dizer que conheci várias pessoas que passaram e moraram na comunidade e saíram porque não agüentaram a ditadura reinante em forma de regras do líder que é uma mistura de Chico Bento com Hare Krsna e colorações moralistas dos politicamente corretos. Fui convidado por uma pessoa muito legal para bailar na comunidade – nome que dão as ladainhas cantadas e bailadas do Santo Daime – mas eu não podia fotografar, a moça já foi falando, era a regrinha vigente. Claro que dei risada – eu jamais iria bailar, nem que a vaca tussa – mesmo porque já fotografei o ritual daimista em tudo quanto é canto e em diversos lugares do Brasil, dos índios Kaxinawa, passando pelo Caparaó e outros. O problema é que estes misticoides que pensam pior que uma macaca abobada de 12 anos, todos politicamente corretíssimos e facistas – o facismo transparece na palavra correto – nunca se misturaram ao povo local e se acham abertamente “mais evoluídos”. Eu não agüento estas tolices. Como o mundo é uma quitinete, na mesma viagem, dias depois em frente ao Lageado conheci um antropólogo de uma Universidade Federal que conhece o Vale do Matutu há 30 anos – bem antes da comunidade ser formada e tirada da área da APA da Mantiqueira – e me contou toda história que culminou no que eu já sabia e haviam me contado as próprias pessoas moradoras da região. O povo se entrega na própria fofoca, mas os politicamente corretos mascaram a vida com o discurso falso de que tudo é uma construção então basta desconstruir e construir de novo a sociedade e suas instituições que as pessoas mudarão. É óbvio que esta desconstrução e nova construção tem que ser do jeito que eles dizem que deve ser porque o que foi construído é obra de “um governo diabólico capitalista judaico cristão que implanta idéias corruptas na cabeça do povo bonzinho e que favorece a elite”, esta ladainha é incansavelmente repetida pela mídia, nas universidades e pela artistaiada.
A comunidade do Vale do Matutu aos poucos foi trazendo pessoas de fora – justiça seja feita – e alguns foram comprando as propriedades locais e fazendo pousadas que em sua maioria usam a propaganda das práticas holísticas terapêuticas misturadas com uma religiosidade light e curas em leves prestações que eu não entendo muito bem. São pousadas bacaninhas, carinhas e bem arrumadas tudo para ganhar uma grana com a sabedoria oriental adquiridos em livros de auto-ajuda como do Osho, Trigueirinho, Sai Baba, e afins. Os de fora, chamados gringos também estão de olho naquele belo pedaço do Planeta Terra e na área já existem holandeses, suecos, franceses e que venham as italianas, estamos aguardando. Esta mistura deu bons frutos, a região recebeu com os forasteiros uma vontade maior de preservação – mesmo porque os de fora só precisam da terra para curtir e preservar porque dá status – e aos mais adaptados a possibilidade de aprenderem novas formas de trabalhar quase sempre com o turista nas pousadas, restaurantes, spas. No fim é tudo gente boa com seus “pecados” porque é sempre assim com nós humanos a não ser que você seja um ET especial e mais, mais, mais evoluído e correto que os politicamente corretos que adoram dizer que participam de uma ONG ou um “movimento social”. Que chique estourar a própria bolha e se conectar com a natureza.
E por fim saudades de muita gente em Aiuruoca que nasceu naquele belo solo de montanhas onde abundam as fontes de água pura e outros que ali fizeram sua moradia, como o casal das trutas, ele expert da terceira geração de franceses em defumação de trutas e ela uma eximia cozinheira, que adotaram o Brasil como segunda pátria desde jovens. O Antonio que viveu a vida toda naquelas paragens pastoreando os bois desde criança hoje ganha uma grana como guia na pousada do Samir, amante da fotografia e que empreita obras na cidade de Caxambu; a Andreza que me apresentou sua casa na maior humildade e seus pequenos maravilhosos; a Tia Iraci e seus filhos do Patrimônio do Matutu onde passei tardes fantásticas; o Gigante, sempre sorrindo, que não curte nada material, estudou na FAAP e ganhou da mãe um casebre em um terreno de difícil acesso na região; a exuberante Maria; e muita gente que fotografei no maior astral e compartilhei as tais fotografias.
E quem quiser que conte outra.
78. A Ordem Criminosa do Mundo / El Orden Criminal del Mundo
Excelente!
Documentário exibido pela TVE espanhola, que aborda a visão de dois grandes humanistas contemporâneos sobre o mundo atual: Eduardo Galeano e Jean Ziegler.
Pode se dizer que há algo de profético em seus depoimentos, pois o documentário foi feito antes da crise que assolou os países periféricos da Europa, como a Espanha.
A Ordem Criminal do Mundo, o cinismo assassino que a cada dia enriquece uma pequena oligarquia mundial em detrimento da miséria de cada vez mais pessoas pelo mundo. O poder se concentrando cada vez mais nas mãos de poucos, os direitos das pessoas cada vez mais restritos. As corporações controlando os governos de quase todo o planeta, dispondo também de instituições como FMI, OMC e Banco Mundial para defender seus interesses. Hoje 500 empresas detém mais de 50% do PIB Mundial, muitas delas pertencentes a um mesmo grupo. (Docverdade)
77. Lutas.doc
Guerra sem fim – Este primeiro episódio mostra a história da violência no Brasil, a presença da luta desde antes da chegada dos colonizadores, ou seja, é uma constante na história nacional.. Mesmo antes da chegada dos europeus, as nações indígenas tinham a guerra no centro de suas culturas. São enfocados conflitos pouco conhecidos, massacres, e revistos fatos históricos à luz de um olhar crítico, que questiona a história oficial com argumentos e insights. O mito e o senso comum, segundo o qual o brasileiro é um homem cordial, está no debate, bem como a tese de que o país é um paraíso pacífico e abençoado por Deus. São entrevistados neste episódio: os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso, a ex-senadora Marina Silva, o escritor Ferréz, índios Guarani-Kaiowá, o jornalista Gilberto Dimenstein, o líder do MST João Pedro Stédile, os historiadores John Monteiro, Laura de Mello e Souza, Pedro Puntoni
Lutas.Doc é uma parceria da TV Brasil com a Gullane e Buriti Filmes.
Roteiro e Direção Daniel Augusto e Luiz Bolognesi
Produção Caio Gullane, Fabiano Gullane, Laís Bodanzky e Renata Galvão
Categoria:
74. Luta por Moradia, por Márcio Ramos.
DESTINO DAS FAMÍLIAS RETIRADAS DA CONSELHEIRO NÉBIAS AINDA É INCERTO
Até o momento a única coisa oferecida pela prefeitura de São Paulo, para as famílias retiradas do Prédio da Conselheiro Nébias, é cadastramento.
As famílias que ocupavam, desde novembro de 2011, um hotel desativado e abandonado na esquina da Rua Conselheiro Nébias com a Rua Vitória, na região central da capital paulista, começaram a sair do prédio no final da manhã desta quinta-feira (9).
Das 128 famílias, 75 não tem casa de parente ou outra opção de local para ir. A secretaria de Habitação se comprometeu em cadastrar as famílias em programas habitacionais mas o simples cadastro não garante o destino destas 75 famílias . Ainda não sabemos se a prefeitura vai fornecer um alojamento para essas famílias, até que se resolva definitivamente o atendimento. O representante da Secretaria de Habitação que fez reunião com a lideranças e oficial de justiça, momentos antes da reintegração só falou sobre o cadastro.
São mais 128 famílias na rua.
71. Amazônia sustentável, por Márcio Ramos
O Projeto Pé-de-Pincha, há 13 anos vem desenvolvendo trabalho de conservação e manejo de quelônios assim como de educação ambiental em 120 comunidades da Amazônia brasileira nos estados do Amazonas e Pará. Espera-se, em 2012, atingir a marca de 2 milhões de filhotes soltos na natureza e conseguir maior amparo do poder público.
Através da iniciativa de Mocinho Lobo, a comunidade de Terra Santa percebeu que os bichinhos estavam acabando e se deu inicio a uma criação de quelônios. Buscaram auxilio na Universidade Federal do Amazonas e assim surgiu o projeto Pé de Pincha com o professor Paulo Andrade. As comunidades envolvidas em grande parte já repovoaram as áreas que habitam e agora procuram regularizar a venda dos animais para geração de renda e para a sobrevivência do próprio projeto.
69. Aqui o povo luta por seus direitos.
… tem prédio ocupado que será reintegrado sem ao menos o dono querer o imóvel de volta, pois não tem como arrumá-lo com 93 anos de idade… é triste tanta injustiça…
JUÍZA CARLA THEMIS LAGROTTA GERMANO JOGOU NA RUA FAMÍLIAS QUE OCUPAVAM UM PRÉDIO ABANDONADO HÁ 20 ANOS. 101 CRIANÇAS
23/11/11 às 7:58
À Corregedoria Geral da União
Conselho Nacional de Justiça
Ministério Público do Estado de São Paulo
Defensoria Pública do Estado de São Paulo
Autoridades do Executivo e Legislativo
Mulheres e Homens de Bem
São Paulo, 21 de novembro de 2011
Excelências
Somos mais de 200 famílias com 101 crianças, que no Processo Nº 583.00.2011.209939-6 – medida liminar baixada pela Juíza CARLA THEMIS LAGROTTA GERMANO jogou no olho da rua. Entendemos que a mencionada decisão não FAZ JUSTIÇA. E o que é pior, viola leis processuais, ignora princípios básicos do Estado Democrático de Direito e afronta dispositivos Constitucionais. Vejamos:
1. Fraude Processual:
1.1 – A Juíza ignora a fraude processual contida no pedido do autor, que dá valor à causa de
R$ 100.000,00 com a flagrante intenção de ludibriar o judiciário nas custas processuais. O imóvel em tela, está avaliado em mais de dez milhões de reais;
1.2 – A medida liminar foi definida entre o proprietário, seus advogados e a Juíza, a outra parte não foi ouvida e a decisão foi escondida para dificultar a defesa legítima dos sem tetos. Realizamos diversas pesquisas no distribuidor e o processo não foi localizado. O Batalhão de Choque foi executar o despejo a partir das 14 horas sem que nenhuma das famílias soubesse da ação.
2. Viola princípios básicos do Estado Democrático de Direito existentes na Constituição Federal:
2.1. Art. 1º (…) O Estado Democrático de Direito tem como Fundamentos: … inciso III – a dignidade da pessoa humana. Sem moradia os sem tetos tem a sua dignidade violada.
Art. 3º Constituem objetivos Fundamentais da República Federativa do Brasil: inciso III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais. A liminar afronta este dispositivo.
Art. 193 – A ordem social tem como base o primado do trabalho, e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais.
A liminar da Doutora Carla Themis Lagrotta Germano protege o parasitismo econômico e social e afronta mais este dispositivo constitucional.
Art. 5º Inciso IX – A casa é asilo inviolável do individuo (…).
Os sem tetos moravam ali há mais de uma semana. Sua moradia foi invadida e foram colocados na rua, no frio da madrugada a fora. Até às 6 horas da manhã.
3. Afronta o dispositivo Constitucional:
Art. 5º, inciso XXIII – a propriedade atenderá a sua função social. No artigo 182, §2º, no Plano Diretor, no Estatuto da Cidade, assim por diante. É só ter olhos para ver. Com certeza o judiciário não é cego.
Este imóvel está fechado, abandonado há mais de 20 anos, seja nunca foi utilizado. São 203 apartamentos fechados apodrecendo no meio da cidade. É certo que este proprietário não precisa desse imóvel. Quem é esse AQUARIUS HOTEL LTDA que nunca atendeu um hóspede? Ali cria barata, rato, pulga e dengue que se espalham pela cidade ferindo o Código Civil, Art. 1.228, § 1º e outras legislações ambientais.
Não pode, nenhuma pessoa de bem, especialmente quem tem poder, compactuar com esta situação. Não deve baixar a violência da caneta do Judiciário e das armas do Batalhão de Choque sobre as famílias, homens, mulheres e crianças indefesas para proteger propriedades sem função social.
Pedimos então outra decisão do Judiciário.
1. Que as famílias despejadas voltem a morar no prédio até que o Poder Público atenda todas elas em programas habitacionais.
2. Queremos dar função social ao imóvel, que este seja desapropriado e transformado em moradia social e seu térreo seja destinado para comércio popular regularizado, criando oportunidade de empregos para os empreendedores sem tetos.
Por fim, Excelências:
Não queremos privilégios. Queremos morar e trabalhar e sustentar nossas famílias. Somente isto. Somos trabalhadores despojados de tudo. Sofremos o abraço das dificuldades por gerações. Muitos de nossos antepassados, nós mesmos e agora nossos filhos. Não puderam freqüentar escola, pois tinha que trabalhar desde a infância. Difícil ir ao médico, no oculista, no dentista. Nunca moramos em casa com banheiro em seu interior. Nunca tivemos bons salários. Tivemos sempre dificuldade da boa alimentação.
Estas condições nos colocaram em desvantagem social. Sem habilidades para competir com as pessoas que tem seus direitos assegurados. Por isso o Poder Público, e todas as pessoas de bem, tem a obrigação de impedir a continuidade desse desequilíbrio. Nossos filhos sofrem terrivelmente nestas circunstâncias. Não conseguimos vagas
em creches. Vamos por fim ao nosso sofrimento, trazendo para nós o Direito que falta.
FLM – FRENTE DE LUTA POR MORADIA
www.portalflm.com.br – @LutaMoradia – Flicker: frentedelutapormoradia – E-mail: flmbrasil@gmail.com
Tel:(11) 8302-8197
68. Ocupar é preciso.
O prédio da São João foi ocupado a meia noite do dia 7 por centenas de pessoas, eu acompanhei toda a operação no intuito de registrar o trabalho conjunto de diversos movimentos que lutam pelo direito básico que tem toda pessoa mesmo antes de nascer de poder não só morar em um imóvel digno como de habitar um mundo melhor em uma cidade mais humana. Nesta noite foram ocupados vários imoveis na região central da cidade de São Paulo que estavam desocupados e abandonados há anos, uma manobra digna de um movimento que luta honestamente para viabilizar moradia as pessoas de baixa renda, denunciar a frágil politica habitacional e a situação caótica e injusta da cidade. Todo imóvel deve cumprir com a sua função social, que é servir de moradia, assim como todo hospital deve cumprir com a sua função que é prestar assistência medica de qualidade e toda escola com a sua que é a de transmitir conhecimento e cultura se não for pedir demais. Acontece que milhares de imoveis não cumprem com sua função social pois estão abandonados e quase sempre seus proprietários devem milhões de impostos. Quando um grupo organizado ciente de seus direitos e seus deveres ocupam um imóvel nas condições que a lei permite todo um aparato policial e juridico é mobilizado para impedir que este movimento faça com que a lei seja cumprida. Na maioria das vezes o proprietário do imóvel, seja particular ou do estado, pede a reintegração de posse e conforme for suas relações com o poder politico e econômico este proprietário ganha a causa em pouco tempo. Esta é a experiencia que eu tenho com estas lutas, isto não quer dizer que os movimentos de moradia não teem conseguido vitorias, uma das maiores vitorias é a força cada vez maior que tem conquistado através de sua luta legitima de atrair cada vez mais a simpatia da população tanto da periferia quanto da região central, mesmo com boa parte da midia criminalizando-os, ou por ma fé ou por desconhecimento ja que eu nunca vejo esta midia nas ocupações fazendo um trabalho investigativo.
67. Habitar o mundo, iluminando todos.
Do dia 06 para o dia 07 de novembro mais de 3000 pessoas ocuparam 12 prédios no centro de São Paulo, até o Estadão se preocupou. A manifestação se deu a meia noite e apesar de alguns erros estratégicos terem acontecido todos os prédios abandonados do centro de São Paulo que foram alvos dos manifestantes foram ocupados.
Mulheres em sua maioria, seguidas de homens e crianças participaram das ocupações. A maioria jovens, mas também vi muitos idosos e algumas crianças, cujos pais não tinham com quem deixa-las. A maioria das pessoas envolvidas moram em favelas e no subúrbio e ganham de 0 a 3 salarios mínimos, e de forma organizada agem politicamente para denunciar a falta de politicas habitacionais no Brasil e principalmente na cidade de São Paulo. Simpatizantes a causa, estudantes, artistas e muitos jovens bem morados participam das manifestações ativamente e eu mesmo ja encontrei pessoas de diversos países. Os prédios ocupados estão abertos a visitação e a FLM e o MSTC insistem com muita propriedade na urgencia de um dialogo e ações rápidas para acabar com o deficit de habitação.
Quem quiser saber mais olha aqui.
Com o protesto denunciam o descaso historico que os sucessivos governos tem com o bem-estar social, ignorando que para se viver com dignidade devemos habitar um espaço limpo, onde todos tenham moradia saudável entre outras reivindicações.
Todas as ocupações foram feitas de forma pacifica como atesta a própria Policia Militar, mas isto não quer dizer que a Policia militar não tenha agido de forma abusiva, como atesta o video que tenho aqui e que logo que conseguir um PC emprestado vou publicar, pois o meu net aqui não tem esta força toda.
De qualquer forma a policia continua impedindo a entrada e saída dos manifestantes e assim as condições dentro dos prédios começa a ficar precária, pois os manifestantes precisam de comida, produtos de higiene, agua, etc. Eu acompanho e registro as ocupações
As fotos acima são de amigos e amigas que participaram das ocupações e esperam por sua casa própria, para maiores esclarecimentos cliquem aqui.






















